Maio 08 2009

 

 

Cientistas e virologistas, norte americanos e mexicanos, confirmaram que a endémica gripe que está paralisando o mundo, iniciou a sua viagem assassina, propagada pelo vírus H1N1 e cujo transmissor foi o porco.
É, sem dúvida, apesar dos desmentidos dos interesses económicos envolvidos, uma “gripe suína” que se reactivou numa “mega-fábrica de suinicultura” , a Carrol Ranches, instalada em Perote, Veracruz, México, pertença da Agroindustriais México que por sua vez é subsidiária da Smithfield Corporation, sediada na Virgínia- EUA, que   é a maior produtora mundial de porcos, com um abate anual de cerca de 27 milhões de porcos, repartido pelas suas várias unidades nos EUA, México, Roménia e Polónia.
Este vírus não é recente. Foi localizado pela primeira vez, em 1985, numa unidade de produção desta Corporação, em Smithfield (EUA), cujos efeitos   contaminantes pela descarga directa de dejectos nas águas do rio Pagan que desagua na baía de Chesapake, levaram à punição desta Corporação com a maior multa até hoje aplicada em todo o mundo, no valor de 12,6 milhões de dólares. Se se disser que só esta unidade produz e abate por dia cerca de 320.000 porcos, poderá avaliar-se a extensão do dano ecológico que só melhorou com a imposição pela Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos de construírem  uma estação de tratamento de esgotos.
Para tornear as crescentes dificuldades legais nos EUA a Smithfield Corporation instalou-se no México, ao abrigo do Tratado Norte Americano de Livre Comércio (NAFTA), onde processa cerca de 800.000 porcos por ano, liberta de obrigações sanitárias, inspecções periódicas, usufruindo de  salários baixos e sem reclamações operárias pelas perigosas condições de trabalho.
Nas instalações de Perote, México, os animais são estabulados em celeiros tipo telheiro e enjaulados, cercados e comprimidos, impossibilitados de se movimentarem.
As fêmeas são inseminadas artificialmente e colocadas em celas para procriar e aleitar as crias, sem possibilidade sequer de se virarem.
Os pavimentos são de ripas através das quais se escoam os dejectos e outros detritos tais como eventuais crias mortas por serem pisadas, embalagens de insecticidas, seringas de antibióticos, que se encaminham para uma rede de tubagem fechada que só se abre quando adquire pressão suficiente para os lançarem numa lagoa de retenção e daí directamente para as veias líquidas.
Este inferno ecológico liberta nuvens de milhões de moscas que invadem as zonas habitacionais circundantes onde se registaram, a partir de 1986, focos infecciosos que se espalharam pelo mundo.
Apesar de se verificar um abrandamento que não um retrocesso,  consequência da instalação de barreiras artificiais quer no México quer noutros países já afectados, mantêm-se o perigo de uma pandemia de gripe suína, em datas imprevisíveis, enquanto a OMS e a FAO não impuserem leis dotadas de mecanismos rigorosos de construção, controle e fiscalização, de todas as unidades produtoras.
A organização internacional humanitária Avaaz tem vindo através do seu site:
                        http://www.avaaz.org/po/swine_flu_pandemic
 
pedindo a colaboração dos cidadãos de todo o mundo para subscreverem uma petição pedindo a investigação e controle destas suiniculturas gigantescas, petição essa que se atingir 200.000 subscritores será entregue à OMS em Genebra.
Colabore, pela sua saúde!!!
 
 
publicado por salfino às 22:37

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